Cinto de segurança está sendo cada vez mais usado, diz pesquisa

Número de pessoas usando cinto no banco de trás nas rodovias paulistas passou de 46% para 65%. É uma mudança que salva muitas vidas.

Motoristas e passageiros estão usando mais o cinto de segurança antes de pegar a estrada, principalmente no banco de trás. As pessoas não tem o costume disso, mas agora é uma mudança importante porque salva muitas vidas. Uma pesquisa revelou que, em pouco mais de quatro anos, 57% das pessoas que viajavam no banco traseiro e que morreram em acidentes estavam sem o cinto de segurança.

É só um gesto e pronto. “Eu sento lá, eu estou de cinto de segurança. É automático, graças a Deus é automático”, disse o motorista Edilson Vieira. Então por que ainda tem gente que não faz?

“Meu filho mesmo não usa o cinto de segurança. Ele já levou multa e ele fala que aquilo aperta, que incomoda e é uma preocupação para mim, mas ele já afirmou isso com todas as letras”, afirmou a técnica de segurança do trabalho Juceli Ramasine.

Para você ter ideia do tamanho do problema, somente este ano, foram quase 7 mil autuações por causa de passageiros que estavam sem o cinto de segurança. Isso apenas no trecho que vai da capital paulista até a região de Campinas, no interior.

“A multa tanto para condutor quanto passageiro, excluindo criança, é de R$ 127 e cinco pontos na carteira de habilitação. Agora, quando uma criança é flagrada sem cinto ou sem o dispositivo de retenção necessário, que pode ser o bebê conforto, que pode ser a cadeirinha ou o assento elevado, essa multa é de R$ 191, ela é gravíssima e sete pontos na habilitação do condutor”, afirmou o comandante de Força Patrulha, Vinicius Becker.

O pior nem é a multa, imagine perder a vida. Em 4 anos e meio, 57% das pessoas que viajavam no banco de trás, que morreram em acidentes nas estradas de São Paulo, estavam sem o cinto. Mas as coisas estão mudando, pelo menos é o que aponta um levantamento feito no estado de São Paulo. De 2014 para cá, coisa aí de um ano e meio, o número de pessoas usando o cinto de segurança no banco de trás dos carros nas rodovias paulistas passou de 46% para 65%. O que quer dizer que tem mais gente preocupada com a segurança. Isso é ótimo, porque o cinto reduz muito o risco de uma pessoa morrer em caso de acidente.

“A proteção é de 75% no banco traseiro, enquanto no banco dianteiro é de 45% a utilização do cinto de segurança de 3 pontos. O sujeito vai se machucar, possivelmente se machucar, mas os machucados são pequenos. Estarão protegidos os órgãos vitais desse indivíduo”, disse o diretor da Abramet, Dirceu Alves.

No ano passado, a Agência de Transporte de São Paulo, a Artesp, começou uma campanha de conscientização e o melhor jeito de convencer foi simulando uma batida a 5 km/h. Dezessete mil pessoas, em 50 cidades, testaram o simulador e se surpreenderam.

Não usar o cinto de segurança é infração grave e a multa é R$ 127,69.

Fonte: Bom Dia Brasil

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